Por volta das 16h30 do dia 28 de julho, ocorreu um forte terremoto de magnitude 7,1 na região sul da ilha de Kyushu, na prefeitura de Kumamoto, no Japão. O abalo provocou incêndios, desabamentos de edifícios, deformações em rodovias e um pequeno tsunami, causando interrupções generalizadas nos serviços ferroviários e aéreos. Esse terremoto gerou impactos significativos na indústria automotiva local.

A montadora TOYOTA suspendeu imediatamente seu segundo turno de produção na região norte de Kyushu, afetando sua fábrica exclusiva de montagem de Lexus, a fábrica de motores de Kanda e a fábrica de grupos motopropulsores híbridos de Kokura. A TOYOTA declarou: «Com base em uma avaliação integrada de segurança, logística e situação dos fornecedores, decidimos suspender o segundo turno de produção.» A empresa planeja retomar as atividades a partir do primeiro turno do dia 29 de julho, dependendo dos resultados dessa avaliação. Até o momento, não há relatos de feridos ou danos graves às instalações.
A fábrica de Kyushu da TOYOTA é o centro global de fabricação de diversos modelos principais da Lexus, incluindo o sedã ES, os SUVs UX, RX e NX. Segundo informações divulgadas no site oficial da TOYOTA, cerca de 90% da produção desta unidade é destinada a 80 países e regiões ao redor do mundo.

Já a Nissan informou que, até o momento, não registrou feridos nem danos sérios às instalações, mantendo a produção conforme programado no dia do evento, com monitoramento contínuo dos possíveis impactos futuros. Sua fábrica de Kyushu — localizada em Shata — produz principalmente três SUVs de grande porte: Infiniti QX80, Nissan Patrol e Armada, além do novo MPV elétrico Elgrand e-Power, recém-lançado no mercado japonês. Já a vizinha fábrica de Kyushu da Nissan é responsável pela produção dos modelos Kicks e-Power, Serena e-Power e X-Trail.
Dados indicam que a capacidade anual da fábrica de Kyushu da TOYOTA é de 400 mil veículos, com produção real de 390.314 unidades em 2025; a fábrica de Kyushu — Shata — da Nissan possui capacidade anual de 120 mil veículos, tendo produzido 131 mil unidades em 2025; já a fábrica de Kyushu da Nissan tem capacidade anual de 500 mil veículos, embora a MarkLines ainda não tenha divulgado sua produção específica para 2025.

Vale destacar que, mesmo que as montadoras não tenham sofrido impacto direto, numerosos fornecedores de primeiros e segundos níveis — concentrados no denso polo de componentes automotivos de Kyushu — podem enfrentar interrupções de energia, bloqueios viários ou danos físicos às instalações, o que poderia desencadear, em poucos dias, atrasos na entrega de peças em cadeia — um desafio estrutural enfrentado pelas montadoras japonesas diante de riscos sísmicos.
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