No segundo trimestre de 2026, a BMW consolidou ainda mais sua liderança no mercado norte-americano de veículos de luxo. Dados oficiais de vendas indicam que suas entregas no período atingiram 102.713 unidades, um aumento de 13% em relação ao mesmo período do ano anterior, ampliando significativamente a vantagem sobre seus principais concorrentes.

Os modelos-chave que impulsionaram esse crescimento incluem o sedã compacto Série 3, o crossover compacto X3 e o crossover médio X5. No primeiro semestre de 2026, a BMW entregou um total de 186.944 unidades nos EUA, um aumento de 4,7% em comparação com o mesmo período de 2025. Trata-se do sétimo ano consecutivo em que a BMW é a marca de luxo mais vendida nos Estados Unidos, além de manter o recorde de entregas anuais mais alto dos últimos três anos.
Em contraste, a Lexus ocupou a segunda posição com 88.760 unidades, mas registrou uma queda de 7,5% em relação ao ano anterior; no primeiro semestre, suas entregas totais somaram 169.712 unidades, uma redução de 5,2%. A marca atribuiu essa retração trimestral principalmente à transição entre gerações do sedã ES, cujo novo modelo começou recentemente a chegar aos concessionários, gerando pressão temporária na cadeia de suprimentos.
A Mercedes-Benz ficou em terceiro lugar, com cerca de 75.000 unidades vendidas no trimestre e aproximadamente 145.000 no primeiro semestre, uma queda de 3,5%. A vantagem da BMW sobre a Lexus cresceu de menos de 3.300 unidades no primeiro trimestre para mais de 17.000 unidades no segundo trimestre.
O desempenho das demais marcas revelou forte polarização: as vendas da Volvo subiram 9%, atingindo 34.228 unidades, pondo fim a três trimestres consecutivos de queda — embora suas vendas de veículos elétricos tenham despencado 45% no comparativo anual. A Genesis cresceu 4,6%, alcançando 20.771 unidades; já a Acura, a Cadillac, a Lincoln e a Infiniti registraram quedas variáveis, sendo a Cadillac a mais acentuada, com redução de 19%. As entregas da Jaguar Land Rover devem cair cerca de 28%.
Segundo Sebastian Mackensen, CEO da BMW para a América do Norte, o mercado atual permanece estável, com uma base de demanda sólida. Shawn Bagby, vice-presidente executivo de operações, destacou que, embora o sedã Série 3 esteja se aproximando do final de seu ciclo de vida atual (com o lançamento da próxima geração previsto para 2027), sua competitividade de preço e posicionamento estratégico na categoria continuam garantindo resiliência no 2º trimestre — um desempenho particularmente notável num contexto de encolhimento contínuo do segmento de sedãs.
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