A Xiaomi respondeu oficialmente às recentes especulações do mercado: Sky Nomad não é uma marca independente, mas sim a segunda linha de produtos da Xiaomi, após as séries SU7 e YU7. Em 11 de junho, a empresa esclareceu, por meio de seu perfil oficial no Weibo: "Sky Nomad é uma nova linha de produtos da Xiaomi."

O fundador e CEO da Xiaomi, Lei Jun, explicou ainda mais a lógica estratégica das duas linhas: a série SU7/YU7 tem como foco o "carro do condutor", priorizando desempenho e dirigibilidade; já a Sky Nomad concentra-se em "SUVs inteligentes, adaptáveis e espaçosos", visando atender às necessidades familiares de mobilidade multifuncional e extensão do estilo de vida — posicionamento que visa diretamente o principal segmento de SUVs híbridos plug-in na China, competindo com Li L9 e AITO M9.
O primeiro teaser oficial divulgado pela marca revelou, pela primeira vez, o perfil lateral do modelo inaugural da linha: design robusto e angular, altura livre ao solo elevada e frente totalmente inovadora, diferenciando-se claramente do estilo aerodinâmico de cupê da SU7 e do caráter urbano crossover da YU7. Lei Jun definiu-o como um "espaço móvel de vida N-dimensional", destacando que o interior pode ser reconfigurado dinamicamente conforme o cenário de uso — estacionado, pode transformar-se em escritório individual, cantinho de café para duas pessoas, sala de estar para três ou cabine lúdica para toda a família.
Para sustentar essa ideia, a Xiaomi iniciou, desde início de 2023, o desenvolvimento de uma plataforma totalmente desenvolvida internamente — a arquitetura Kunlun. Essa plataforma adota piso plano integral e bancos com trilhos longos, sendo sua capacidade de reconfiguração dependente da sinergia entre "tecnologia de IA + ecossistema inteligente + manufatura inteligente".
Segundo informações vazadas anteriormente e confirmadas pela Xiaomi, o modelo inaugural tem o código interno Kunlun N3 e deverá ser batizado de N90, com comprimento superior a 5,3 metros, enquadrando-se na categoria de SUV de tamanho integral. Será o primeiro veículo elétrico híbrido plug-in da Xiaomi: equipado com bateria de capacidade superior a 70 kWh, oferece autonomia totalmente elétrica CLTC de 400–500 km; o gerador a combustão serve exclusivamente para recarga da bateria, com autonomia combinada potencialmente acima de 1500 km. Essa capacidade da bateria supera a versão base atualmente comercializada do Tesla Model Y nacional (62,5 kWh).
No que diz respeito ao preço, há rumores de que o valor inicial poderá ser tão baixo quanto 200 mil yuans (cerca de 29,4 mil dólares americanos), significativamente inferior à faixa de preços típica de Li L9 e AITO M9, que geralmente ultrapassa os 250 mil yuans. Vale notar que a MIIT aprovou, em 10 de junho, a produção de modelos híbridos plug-in da Xiaomi na fábrica Beijing, abrindo caminho para sua produção em série.
Este lançamento também está ligado à meta de vendas da Xiaomi para 2026 — entrega de 550 mil unidades, um aumento de 34% em relação às cerca de 410 mil unidades entregues em 2025. Contudo, no primeiro semestre foram entregues apenas 185 mil unidades, correspondendo a aproximadamente 34% da meta anual. Para alcançá-la, será necessário entregar, no segundo semestre, cerca de 60 mil unidades por mês — quase o dobro da média mensal do primeiro semestre (um pouco acima de 30 mil unidades). Embora Lei Jun não tenha divulgado a data exata de lançamento do N90, diversas fontes indicam que ele será oficialmente apresentado no segundo semestre de 2026.
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