Segundo declaração do embaixador da China no Canadá, Wang Di, à Reuters, os veículos elétricos puros da marca britânica de alto desempenho Youngman Lotus (Lotus), pertencente ao Grupo GEELY, entrarão oficialmente no mercado canadense em julho de 2026. Trata-se dos primeiros veículos elétricos puros comercializados no Canadá sob controle de capital chinês e produção chinesa — um marco concreto na implementação do comércio bilateral de veículos elétricos entre China e Canadá.

Essa importação baseia-se no acordo comercial parcial firmado entre o primeiro-ministro canadense Mark Carney e as autoridades chinesas: no âmbito desse quadro, até 49.000 veículos elétricos fabricados na China poderão ingressar anualmente no Canadá com tarifas alfandegárias reduzidas. A medida é considerada uma iniciativa estratégica do Canadá para diversificar seu comércio exterior e reduzir sua dependência econômica dos Estados Unidos. Wang Di informou que as primeiras 18 unidades do Youngman Lotus ELETRE já partiram rumo a Montreal, onde será realizada uma cerimônia de entrega.
Vale destacar que, embora a marca Youngman Lotus tenha origem britânica, desde sua aquisição pelo Grupo GEELY em 2017, sua pesquisa e desenvolvimento em eletrificação, produção e cadeia de suprimentos foram profundamente integrados ao sistema global do grupo. O modelo ELETRE 2026 é produzido em massa na fábrica inteligente do GEELY em Wuhan, equipado com tração integral duplo motor, potência máxima de 58 kW e 85 kW, e torque máximo de 130 N·m e 150 N·m; sua autonomia combinada CLTC é de 500 km e 600 km, respectivamente, conforme diferentes configurações de bateria. O preço e os detalhes específicos das versões destinadas ao Canadá ainda não foram divulgados.

Além da Youngman Lotus, outras montadoras chinesas, como Chery e BYD, também estão colaborando com órgãos governamentais canadenses para avançar nos processos de homologação. Wang Di afirmou que alguns desses veículos já entraram previamente no país para testes de adaptação local; espera-se que, ainda neste outono, outros modelos elétricos de marcas chinesas concluam todos os procedimentos regulatórios e passem gradualmente à comercialização. Li Ke, vice-presidente executivo da BYD, declarou à Reuters que as vendas de sua marca no Canadá "poderiam começar em 2027".
O Departamento de Assuntos Globais do Canadá recusou-se a comentar sobre modelos específicos, lotes ou cronogramas, alegando "sigilo comercial". A Youngman Lotus Automóveis também não respondeu aos pedidos de esclarecimento da imprensa.

Analistas observam que a entrada do Youngman LotusELETRE no Canadá vai além de um simples lançamento de marca: reflete uma nova trajetória acelerada de internacionalização da cadeia de valor chinesa de energias novas — passando da exportação de veículos completos para a adaptação de padrões técnicos, construção de redes locais de serviço e, potencialmente, fábricas conjuntas e integração de cadeias de suprimentos. Contudo, os Estados Unidos manifestaram preocupação com essa iniciativa, e persistem divergências tarifárias entre China e Canadá em setores como produtos agrícolas — o ritmo futuro dessa cooperação ainda precisa ser observado.
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