A versão EREV (veículo elétrico com extensor de autonomia) do novo JEEP Grand Wagoneer e a picape RAM 1500 REV sofreram nova desaceleração no cronograma de lançamento. Segundo o veículo especializado Automotive News, ambos os modelos foram alvo de mais um adiamento: a RAM 1500 REV deverá chegar ao mercado por volta de abril de 2027, enquanto a produção em série do JEEP Grand Wagoneer EREV foi postergada para novembro de 2027 — cerca de seis meses após a data originalmente prevista.

Anteriormente, a Stellantis já havia ajustado diversas vezes a data de lançamento da RAM 1500 REV e, em 2025, anunciou oficialmente o cancelamento da versão totalmente elétrica inicialmente planejada. A empresa passou então a concentrar esforços na tecnologia EREV; o modelo, cujo codinome original era «Ramcharger», é a primeira picape EREV da marca. Já no caso do JEEP, destacava-se que a versão EREV do Grand Wagoneer 2026 seria a primeira SUV topo de gama movida a EREV no mercado norte-americano — contudo, esse marco de «estreia» já foi efetivamente cedido a concorrentes.
Segundo informações oficiais divulgadas pela Stellantis, o Grand Wagoneer EREV é equipado com uma bateria de 92 kWh e um gerador de 130 kW acionado por um motor V6 de 3,6 litros, oferecendo autonomia combinada de 500 milhas (cerca de 805 km). Os parâmetros de desempenho do sistema são: potência máxima de 647 cv e torque máximo de 620 lb·ft (aproximadamente 840 N·m), com aceleração de 0–60 mph em cerca de 5 segundos. Ressalta-se que o texto não especifica se esses dados correspondem a uma única configuração, nem fornece detalhes sobre o número de motores elétricos ou o tipo de tração — portanto, não se faz aqui qualquer interpretação complementar.
Vale notar que diversos fabricantes estão acelerando o desenvolvimento de tecnologias EREV. A Hyundai planeja iniciar a produção da Santa Fe EREV em sua fábrica do Alabama no primeiro semestre de 2027; já a Genesis, a Ford e a marca Volkswagen Scout também anunciaram planos concretos para veículos EREV. O sucessivo adiamento por parte da Stellantis pode colocá-la ainda mais atrás dos concorrentes no ritmo de implantação dessa tecnologia no segmento norte-americano.
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