Vendas da General Motors na China caem pelo terceiro trimestre consecutivo, com queda de 20% no Q2

A tendência de queda nas vendas da General Motors (GM) na China continua a se acentuar. Segundo dados divulgados em 3 de julho pela unidade de negócios da GM na China, as vendas no segundo trimestre de 2026 totalizaram 357 mil unidades, uma queda acentuada de 20% em relação ao mesmo período do ano anterior — já o terceiro trimestre consecutivo com resultados negativos.

Um retrospecto mostra que, no quarto trimestre de 2025, as vendas foram de 540 mil unidades (queda de 3,6% ano a ano); no primeiro trimestre de 2026, caíram ainda mais, para 350 mil unidades (queda de 21% ano a ano). Embora tenha havido uma leve recuperação em relação ao trimestre anterior, isso está longe de reverter a trajetória descendente de longo prazo.

A GM opera na China por meio de duas joint ventures: a SAIC Motor General Motors, empreendimento conjunto com o grupo SAIC Motor, produz veículos das marcas Cadillac, Chevrolet e Buick; já a SAIC Motor General Motors Wuling concentra-se nas marcas Wuling e BAOJUN, atendendo segmentos como veículos compactos, minivans, picapes compactas e SUVs elétricos. No entanto, a GM não divulgou, neste trimestre, a distribuição detalhada das vendas por joint venture ou marca específica.

Para enfrentar os desafios, a GM lançou, em abril de 2025, em parceria com SAIC Motor, uma nova plataforma elétrica desenvolvida exclusivamente para o mercado chinês, acelerando também a introdução de veículos elétricos localizados. No segundo trimestre, apenas dois lançamentos destacaram-se: o crossover plug-in híbrido Buick Electra E7, lançado em 22 de abril com preço inicial de 154.900 yuans; e o SUV de autonomia estendida BAOJUN Huajing S, com seis lugares, lançado em 8 de maio com preço inicial de 149.800 yuans. Este último entregou mais de 9.100 unidades no Q2; já o primeiro tornou-se, em apenas um mês após seu lançamento, o modelo mais vendido da Buick na China — embora a GM não tenha revelado seu volume exato de vendas.

Vale destacar que o desempenho da GM na China acompanha de perto o mercado nacional. Dados preliminares da Associação Chinesa de Fabricantes de Automóveis indicam que, em junho de 2026, as vendas de veículos de passageiros no país caíram 21% ano a ano, atingindo 1,65 milhão de unidades — nono mês consecutivo de queda; no acumulado do primeiro semestre, as vendas totalizaram 8,75 milhões de unidades, uma redução de 20% em relação ao mesmo período de 2025. Ajustes regulatórios — como a tributação sobre veículos elétricos a partir de janeiro — somados à escalada dos preços dos combustíveis por conflitos geopolíticos, pressionaram fortemente a demanda por veículos movidos a combustão.

O recuo desde o ápice é particularmente marcante: em 2017, as vendas da GM na China atingiram um recorde histórico de 4,04 milhões de unidades; em 2024, já haviam encolhido para 1,8 milhão. Embora tenham havido uma leve recuperação de 2,3% em 2025, chegando a 1,9 milhão de unidades — com lucro contínuo em seis trimestres — os resultados concretos da transição para veículos elétricos ainda não se materializaram. Atualmente, a estratégia da empresa combina, em paralelo, modelos principais movidos a combustão (como Buick GL8, Buick Envision e Cadillac XT5) e a submarca elétrica chinesa exclusiva «Electra». Se essa abordagem conseguir romper o impasse, ainda resta ser visto.

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