A Li ingressa oficialmente no mercado de Macau, inaugurando seu primeiro centro de varejo local no segundo trimestre de 2026 — sua primeira operação de vendas fora da China continental. Essa expansão baseia-se em uma rede de concessionários autorizados, em vez do modelo de vendas diretas adotado no território nacional, marcando um passo concreto na estratégia global da Li.

Os primeiros modelos a chegar a Macau são o SUV médio i6 e o SUV grande i8, ambos equipados exclusivamente com tração elétrica pura, sem a configuração híbrida estendida (EREV) oferecida no mercado doméstico. Para atender às normas locais, os veículos passaram por ajustes específicos: incluindo vidros externos laminados de dupla camada personalizados pela Fuyao (sem efeito opaco), conforme exigência de transmitância luminosa, além de uma reestruturação completa do sistema infotainment, com suporte à comunicação contínua e integração perfeita de serviços em cenários transfronteiriços entre Guangdong e Macau.
Em Macau, os veículos movidos a combustível fóssil sofrem uma taxa progressiva sobre o valor do veículo, chegando a até 70% — enquanto os modelos L8 EREV e L9 EREV, baseados em motores a gasolina de 1,5 L, são classificados localmente como híbridos e, portanto, não se qualificam para a isenção fiscal destinada a veículos de emissão zero, prejudicando severamente sua viabilidade econômica na importação. Assim, a Li oferece apenas versões totalmente elétricas em Macau, arcando com custos adicionais de localização — como taxa de registro (19.070 yuan) e taxas alfandegárias na fronteira (9.535 yuan). O preço final do i6 em Macau é de 279.900 yuan (cerca de 41.200 dólares americanos), acima do preço inicial doméstico de 249.800 yuan; já o i8 custa 370.917 yuan (aproximadamente 54.600 dólares americanos), superando claramente seu preço inicial no território nacional, de 339.800 yuan.
No nível técnico, o i6 vem equipado com bateria de 87,3 kWh compatível com carregamento rápido de 5C e suspensão pneumática de duas câmaras, com autonomia CLTC de 720 km. Contudo, devido à limitação da capacidade de pico da rede elétrica local, seu desempenho real de carregamento rápido ainda não pode ser totalmente aproveitado. Vale destacar que Macau permite o registro de veículos com volante à esquerda (facilitando a circulação transfronteiriça com Guangdong), ao passo que Hong Kong proíbe expressamente essa configuração por exigências de visibilidade no trânsito — o que evidencia que a Li está avançando simultaneamente no desenvolvimento da versão com volante à direita do Mega, prevista para lançamento no quarto trimestre de 2026, criando assim um modelo tecnológico e comercial para sua futura entrada em Hong Kong e outros mercados de condução à direita.
Segundo dados do China EV DataTracker, as vendas no varejo doméstico da Li em maio de 2026 totalizaram 33.350 unidades, registrando leve recuo em relação ao mês anterior — reflexo de um ajuste cíclico do mercado. Como primeiro mercado-piloto internacional, o sucesso da localização de software em Macau (como redundância de comunicação com dois cartões SIM e integração nativa com Apple CarPlay e Spotify) servirá diretamente como base para o lançamento global da versão com volante à direita do Mega. Atualmente, mais de dez fabricantes chineses de automóveis — incluindo BYD, Xpeng, NIO e Zeeker — já estabeleceram canais oficiais de distribuição em Macau, colaborando para expandir esse que é o território com maior densidade populacional do mundo: TownCar.
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