Assembleia Geral do GNEV2026 realizada em Xangai: discutindo novos caminhos para a globalização automotiva

De 'exportação de produtos' à 'construção conjunta de ecossistemas': montadoras chinesas e estrangeiras focam na saída coordenada para o exterior e no fortalecimento mútuo

De 19 a 21 de agosto, o Fórum Global de Cooperação e Desenvolvimento de Veículos Elétricos foi realizado em Xangai. Como principal evento desta edição, a Assembleia Geral teve como tema 'Novos caminhos para a cooperação global da indústria automotiva', reunindo representantes de órgãos governamentais, montadoras e fornecedores de peças automotivas nacionais e internacionais, bem como instituições setoriais, para debates aprofundados sobre dois eixos centrais: o desenvolvimento internacional das montadoras chinesas e a intensificação da cooperação entre montadoras multinacionais e a China.

Da 'Oportunidade Chinesa 1.0' para a '2.0'

Zhang Yongwei, especialista-chefe da Chebai International, destacou que a globalização da indústria automotiva chinesa está evoluindo da fase 1.0 — caracterizada por uma 'integração passiva ao mundo' — para a fase 2.0, marcada por uma 'estratégia ativa de atuação global'. Ele enfatizou que o setor precisa abandonar a abordagem isolada e adotar a 'saída coordenada para o exterior' como uma exigência inegociável: evitar a concentração excessiva e a concorrência predatória no exterior; planejar racionalmente a capacidade produtiva e levar os fornecedores de componentes a acompanhar essa expansão, contribuindo assim para a modernização industrial dos países anfitriões; e permitir que diferentes países aproveitem, com base nos quatro pilares — mercado, cadeia de suprimentos, centros logísticos e manufatura — o amplo pool de recursos industriais da China, compartilhando os benefícios da transição para a eletrificação e a inteligência.

'Saída sistêmica' torna-se consenso: não basta vender carros, é preciso enraizar-se e coexistir

Di Zhirui, vice-presidente da Changan Automotive, reconheceu que as montadoras chinesas já resolveram os desafios de 'sair do país' e 'vender bem', mas, nos próximos 5–10 anos, precisam superar três obstáculos críticos para realmente 'entrar nos mercados', 'firmar-se neles' e 'prosperar': a baixa percepção de valor da marca, o desequilíbrio entre volume e lucratividade e a fraca base de localização. Wang Lang, vice-presidente da Chery Automotive, acrescentou que a qualidade da globalização não se mede pelo número de países alcançados, mas pela capacidade contínua de gerar valor para o usuário, aprofundar a integração industrial e garantir a viabilidade operacional de longo prazo.

Lu Fang, presidente da VOYAH Automotive, explicou ainda mais detalhadamente a lógica evolutiva de 'sair → ascender → integrar-se': 'sair' depende de produtos de alta qualidade e adaptação local; 'ascender' exige a transição da vantagem de escala para a vantagem de valor; e 'integrar-se' implica elevar a exportação de produtos para a construção conjunta de ecossistemas. Liang Linhe (Grupo Sany), Kang Pinglu (Dishang Tie) e Zhu Yongqing (Great Wall Motors Automotive) reforçaram unanimemente que a globalização não é uma mera cópia de modelos, mas sim um processo de desenvolvimento de veículos adaptado a cenários específicos, gestão de ciclo de vida completo de ativos e coexistência tripla — tecnológica, ecológica e de valor.

Perspectiva estrangeira: 'na China, para o mundo'

A sessão da tarde concentrou-se no desenvolvimento das montadoras multinacionais na China, sob o tema 'na China, para a China; na China, para o mundo'. Zhang Lin, representante-chefe da Associação Alemã da Indústria Automotiva (China), afirmou que a cooperação sino-alemã está migrando de um modelo baseado em 'tecnologia alemã + mercado chinês' para outro centrado em 'inovação chinesa + compartilhamento global', ampliando sua abrangência desde a fabricação conjunta até a elaboração de normas comuns e a colaboração ecológica.

Wu Yanyan (Grupo BMW), Li Yaxu (Magna), Yang Xiaoming (Aptiv) e Gu Jianmin (Valeo) concordaram que as empresas estrangeiras devem acelerar sua integração aos processos de eletrificação, digitalização e inteligência da China, fortalecer a pesquisa e desenvolvimento locais e a resiliência da cadeia de suprimentos, além de retroalimentar seus sistemas globais com os avanços tecnológicos conquistados na China. Li Xiaohé, da NXP, observou especialmente que o ciclo doméstico prioriza iterações rápidas e respostas ágeis, enquanto o ciclo externo valoriza confiabilidade e custo total ao longo do ciclo de vida — duas lógicas distintas que exigem estratégias diferenciadas.

Durante o evento, foi oficialmente assinado o acordo para a criação conjunta da 'Base de Cooperação Internacional para a Indústria Automotiva'; também foram anunciadas a entrada das primeiras unidades parceiras e a implementação do projeto 'Certificação e Capacitação de Talentos em Serviços de Veículos Elétricos China-Tailândia'. Além disso, ocorreu a cerimônia de outorga do título de Parceiro da Iniciativa M100 para o Desenvolvimento de Alta Qualidade de Montadoras Multinacionais na China, marcando a entrada da cooperação entre a indústria automotiva chinesa e estrangeira em uma nova fase institucionalizada e baseada em plataformas.

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