No primeiro semestre de 2026, a lealdade global às marcas de veículos novos atingiu 53,4%, um aumento de 2,4 pontos percentuais em comparação com o mesmo período de 2025. Análises setoriais indicam que essa recuperação está estreitamente relacionada à estabilização da relação oferta-procura no mercado e ao retorno dos níveis de estoque nos canais de venda para a normalidade.
Segundo o mais recente Relatório sobre Lealdade às Marcas Automotivas, o tipo de propulsão tornou-se uma variável-chave na decisão de recompra dos consumidores. Os proprietários de veículos híbridos demonstraram a maior fidelidade à marca, com taxa de lealdade de 56,5%, liderando todas as categorias de propulsão; já os usuários de veículos elétricos (VE) registraram queda em sua lealdade, cuja variação mostra forte correlação com o término oficial, em janeiro de 2026, do crédito fiscal federal norte-americano para veículos elétricos.
No nível de marca individual, Tesla retomou o topo com uma taxa de lealdade de 63,9%, reafirmando sua posição como marca preferida pelos consumidores. O relatório ressalta que esse dado reflete a intenção dos usuários de escolher a mesma marca ao adquirirem um novo veículo, não sendo equivalente direto à taxa de desvalorização ou ao índice de satisfação.
O estudo também aponta que mudanças na estrutura de custos de aquisição — incluindo aumento nas tarifas de seguro, cobertura desigual da infraestrutura de recarga e diferenças no grau de maturidade dos sistemas de manutenção e assistência — estão continuamente remodelando as expectativas de posse de longo prazo entre usuários de diferentes tecnologias. Vale notar que o relatório não divulga detalhes sobre sua metodologia de cálculo, tampouco especifica a abrangência geográfica da amostra ou o escopo de participação das montadoras; portanto, suas conclusões ainda constituem observações preliminares.
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