Teste real do AION Ray 7: acionamento elétrico Huawei + travagem EMB, mirando diretamente o Xiaomi SU7

Design renovado e calibragem de chassi pela Alfa Romeo — a autonomia elétrica de 700 km CLTC será confirmada?

Design: grupo de faróis em anel estelar + silhueta fastback, estreia mundial da nova identidade visual AION

A AION lançou oficialmente o primeiro modelo da nova série Ray: o Ray 7. Como veículo inaugural após a mudança de logotipo da marca, sua frente adota um grupo de faróis de largura total em formato de anel estelar, com o novo logotipo em inglês «AION» integrado no centro. A grade fechada combina-se com uma entrada de ar brilhante em forma de trapézio, um spoiler dianteiro em forma de pá e canais laterais de direção de fluxo de ar, transmitindo claramente uma forte linguagem desportiva. O veículo está disponível nas cores «Amarelo Relâmpago» e «Roxo Meio do Verão». O perfil apresenta uma silhueta fastback fluida, com maçanetas semi-ocultas, jantes de cinco raios duplos e pinças de freio amarelas; a traseira mantém um design simétrico, com um farol traseiro de largura total cujo centro também destaca o logotipo da marca AION.

Automóvel Xiaomi SU7 modelo 2025, vista tridimensional à direita mostrando sua carroceria na cor azul-celeste, com fundo de praia branca e mar.

Chassi e sistema de travagem: calibragem pela Alfa Romeo + EMB Huawei, distância de travagem de 33 metros a 100 km/h

O Ray 7 foi desenvolvido sobre uma plataforma puramente elétrica com tração traseira. A suspensão dianteira utiliza uma estrutura de duplo braço em alumínio misto, enquanto a traseira emprega um sistema de cinco braços, complementado por amortecedores com amortecimento variável FSD e barras estabilizadoras tanto na frente como atrás. Segundo informações oficiais, a calibragem do chassi contou com a participação da equipe da Alfa Romeo, priorizando o equilíbrio entre resposta dinâmica e absorção de irregularidades.

O sistema de travagem merece atenção especial: trata-se da primeira aplicação da tecnologia EMB (travagem eletromecânica por fio) Huawei DriveOne, que implementa uma arquitetura de controle integrado nível chip entre acionamento e travagem. Alega-se que permite uma distância de travagem de apenas 33 metros a 100 km/h; além disso, integra o sistema inteligente de distribuição de binário Huawei iTRACK, melhorando significativamente a capacidade de saída de situações de baixa aderência — como chuva ou neve — bem como a estabilidade geral.

Desempenho e autonomia: motor único Huawei de 180 kW, bateria LFP da CATL com 700 km CLTC

No campo do desempenho, o Ray 7 é equipado com um motor elétrico único fornecido pela Huawei, com potência máxima de 180 kW (241 cv); o valor de binário máximo não foi divulgado. A bateria é baseada na tecnologia de lítio-ferrofosfato (LFP) da CATL, oferecendo uma autonomia totalmente elétrica de 700 km segundo o ciclo CLTC. Este valor ainda não foi validado por testes independentes, cabendo observar seu desempenho real em condições práticas.

Detalhe do conjunto de baterias do automóvel Xiaomi SU7, modelo 2025.

Condução autónoma: 27 sensores + modelo de grande escala derivado do WeRide L4, focado em cenários urbanos

O hardware para condução autónoma está completo: o veículo incorpora 27 sensores panorâmicos certificados para automóveis, incluindo um radar a laser de 192 linhas e três radares de ondas milimétricas 4D. No nível de software, adota uma arquitetura de modelo de grande escala derivada da tecnologia Robotaxi L4 da WeRide, capaz — segundo alegações — de lidar com cenários urbanos complexos, tais como «circulação em ruas estreitas de bairros informais», «retorno em U numa única faixa» e «ultrapassagem com invasão parcial de faixa», além de suportar navegação «do lugar de estacionamento ao lugar de estacionamento», passagem por cancelas automáticas e estacionamento autónomo em situações de alta complexidade.

Preço e posicionamento: preço ainda não revelado, concorrência direta ao Xiaomi SU7

O preço oficial e a data de lançamento do Ray 7 ainda não foram anunciados. Contudo, considerando suas dimensões (comprimento: 4960 mm / largura: 1900 mm / altura: 1455 mm; entre-eixos: 2920 mm), sua plataforma e configuração tecnológica, o setor prevê amplamente que se posicione no segmento principal de berlindas 100% elétricas, com faixa de preço entre 200 000 e 300 000 yuans, competindo diretamente com modelos topo de gama de novas marcas como o Xiaomi SU7. Importa notar que o veículo encontra-se atualmente apenas na fase de homologação e pré-lançamento, sem início ainda de pré-venda ou entrega.

Conclusão: tecnologia robusta, mas confiança da marca sob pressão

O Ray 7 é um produto típico do tipo «declaração tecnológica»: acionamento elétrico e travagem EMB da Huawei, bateria da CATL, modelo de grande escala de condução autónoma da WeRide e calibragem de chassi pela Alfa Romeo — reúne praticamente todos os principais parceiros tecnológicos mais cobiçados atualmente no mercado chinês de veículos elétricos. Contudo, a AION enfrentou recentemente uma queda significativa de reputação devido a falhas em massa de baterias CALB em frotas de veículos de transporte individual (evento apelidado pela imprensa de «baterias banana»), gerando dúvidas entre consumidores quanto à confiabilidade a longo prazo de seus sistemas de propulsão, bateria e controlo («trifásico»). Caso o Ray 7 consiga concretizar, com qualidade consistente, os parâmetros prometidos, poderá representar um momento decisivo para reverter essa percepção negativa no mercado.

Vista interior do automóvel Xiaomi SU7, modelo 2025, destacando detalhes do habitáculo e iluminação ambiente azul.

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